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Mostrando postagens com marcador Segurança - Por Ivenio Hermes. Mostrar todas as postagens
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OBVIO-UFERSA recebe menção honrosa da Assembleia Legislativa do RN

O OBVIO - Observatório da Violência do RN, grupo de pesquisa da UFERSA (UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÀRIDO) e outras instituições integradas, obteve da Assembleia Legislativa do RN, por iniciativa do Deputado Fernando Mineiro (PT) uma "Menção Honrosa". A mesma é voltada para homenagear o trabalho do instituto em torno "Boletim Mensal do OBVIO" e da sua relevância para a divulgação dos dados da violência homicida no RN. 

Segundo os coordenadores do OBVIO, Prof. Dr. Thadeu de Sousa Brandão (CCSAH/PPGCTI/UFERSA e o Prof. Esp. Ivenio Hermes: "O reconhecimento da ALERN é um orgulho para toda a equipe do OBVIO, que representamos. Nosso trabalho duro, contínuo e persistente sempre sofreu críticas e detrações. O fato de a instância máxima da representação popular no RN explanar esse reconhecimento, muito nos honra. Estamos à serviço da sociedade potiguar e continuaremos nosso trabalho".

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Feriado e FDS de Corpus Christi com 25 homicídios no RN, aponta OBVIO

O OBVIO - Observatório da Violência Letal Intencional do RN, apresenta uma nova atualização de CVLIs, no período compreendido entre 1 de janeiro a 18 de junho de 2017 comparado ao mesmo período dos anos de 2015 e 2016.
O RN contabiliza mais um fim de semana violento. No cômputo geral, até o fim da noite de ontem (18/06/2017) foram 1142 CVLIs no RN. Os dados apontam para um aumento de 26,5% em relação a 2016. Os dados absolutos demonstram 239 mortes violentas a mais que no ano passado no mesmo período. Em 2016, até o mesmo período, foram 903 CVLIs, contra 746 em 2015 e 828 em 2014. 

No comparativo dos feriados de Corpus Christi dos anos anteriores, 2017 teve 25 CVLIs, contra 27 em 2016 e 15 em 2016. Uma redução de menos de 10% em relação ao mesmo feriado, mas apontando crescimento das ocorrências principalmente no Sábado e Domingo pós Corpus Christi.
Das vítimas de CVLIs deste FDS no RN, 25 (100%) foram homens. 
Nos locais onde ocorreram os CVLIS neste último final de semana, tivemos: 09 em vias públicas (36%); 7 dentro/frente de residências (28%); 4 em povoados e sítios (16%); 2 em hospitais e prontos socorros e também no interior de edificações (8% cada uma); e 1 em bares e festas (4%).
A dinâmica da violência elenca fatores que têm levado a concentração de CVLI no Leste Potiguar já foram amplamente divulgados por este Observatório em diversos relatórios, que desta feita foi responsável por 44% dos homicídios do feriado e final de semana (11 do total), seguida pela região Oeste Potiguar com 8 CVLIs (32% do total) e do Agreste Potiguar com 6 CVLIs (24% do total).
Natal segue a liderança dos CVLIs deste primeiro FDS de Junho, com 5 ocorrências (20%), seguida de Mossoró com 3 CVLIs (12%). Tiveram 2 ocorrências cada (8% do total cada): Caraúbas, Monte Alegre, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante (todas no entorno das duas cidades mais violentas: Natal e Mossoró). Os demais municípios que aparecem com 01 ocorrência cada (4% cada): Apodi, Assu, Barcelona, Extremoz, Lagoa Salgada, Macaíba, Santa Cruz, Umarizal e Vera Cruz.
Os dias mais violentos foram, respectivamente, Domingo com 09 ocorrências (36% do total), seguido pelo Sábado com 8 ocorrências (32% do total); A quinta e sexta-feira tiveram cada uma 4 CVLIS (16% cada um no total).

Quanto aos instrumentos letais utilizados para a execução dos CVLIs neste primeiro FDS de Junho, o uso de arma de fogo mantêm a predominância com 84% dos casos (21 do total), seguido de 02 mortes por objeto contundente (8%), 01 por espancamento (4%) e 01 morte violenta através do uso de arma branca (4%).
Quanto aos horários (períodos) em que ocorreram os CVLIs neste FDS, o horário da noite foi o de maior ocorrências, com 08 CVLIs (32% do total), seguido da tarde e da manhã com 06 CVLIs cada uma (24% cada). A madrugada foi a menos violenta com 5 CVLIs (20%).
Feminicídios e Feminicídios


O Observatório da Violência do Rio Grande do Norte (OBVIO), assim como vem divulgando os dados quantitativos sobre a violência homicida no RN em geral, as chamadas Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLIS), traz também os dados específicos relativos ao “feminicídio”, ou seja, as mortes violentas e homicídios ocorridos com mulheres (como elemento motivador o fato de serem mulheres e mortes de mulheres em geral).
Até domingo (18/06/2017) foram 63 femicídios no ano de 2017 no RN, 47 em 2016 e 42 em 2015 no comparativo com o mesmo período. Quanto aos "feminicídios", foram 18 em 2017, contra 15 em 2016 e 5 em 2015, também no comparativo do mesmo período.

NOTA:

Reiteramos que o OBVIO Utiliza a sigla CVLI para as Condutas Violentas Letais Intencionais que reúnem todo espectro da ação humana que visa a atingir fisicamente a outro, produzindo morte como resultado final imediato ou posterior em decorrência da natureza do ferimento causado, em virtude de ação e/ou omissão. O conceito que adotam se adapta à legislação sem prejulgar ninguém, muito menos causar prejuízo na aferição dos números da violência letal intencional, sendo incluídos todos os crimes e condutas análogas que tenham sido cometidas sob esse entendimento. 


OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA LETAL INTENCIONAL DO RN

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A morte de operadores de segurança e a insegurança que atinge a todos


 Cruzes fixadas em praia de Natal, em protesto às mortes 
A morte de operadores de segurança pública está cada vez mais presente no cotidiano da insegurança do Rio Grande do Norte, e se nossos guardiões estão sendo vitimados, o que se pode esperar da situação da sociedade como um todo?
Quando falamos que a violência retroalimenta mais violência, ouvidos incautos duvidam e apregoam a banalização da morte como vingança contra aqueles que a disseminam, mas o caso do SD Carlos Eduardo Alves é emblemático e serve para exemplificar essa retroalimentação.
O PM Carlos Eduardo, sentindo-se no dever de agir, porque, afinal, além de ser treinado para isso, guardava consigo a responsabilidade de proteger outras pessoas que estivessem sobre sua influência protetiva, mas infelizmente, tombou diante do poder de fogo dos inimigos da paz. E o ciclo da violência continuou, pois, as guarnições da PM de Areia Branca e de Mossoró, na busca de cumprir seu dever de ofício, empreenderam investidas para prender os criminosos, e esses não querendo se entregar, morreram em troca de tiros com os policiais.

A polícia e a sociedade se encontram acuadas, diminuídos diante do poder dos criminosos. De um lado temos os grupos criminosos que conquistam mais e mais seguidores, do outro temos um Estado que vê suas forças de segurança definhando por meio de falecimentos, aposentadorias, exonerações e pelas buscas de seus agentes por melhor qualidade de vida em outras profissões, face à desvalorização com que são tratados com salários atrasados, equipamento deficiente e assistência zero.
Embora a vitimização de policiais esteja com 40% de aumento, podemos perceber que a letalidade em ações típicas de estado não está crescendo na mesma proporção, pelo contrário, há uma redução inversamente proporcional de 38,7%.
Os próximos concursos a serem deflagrados para as instituições de segurança no RN sequer preencherão as lacunas deixadas pelos motivos expostos anteriormente. Não se trata de recuperação da capacidade policial, pois cerca de 140 novos policiais para a Polícia Civil que precisa de quase 3 mil e 600 vagas para a Polícia Militar que precisa de cerca de 7 mil, jamais refrigerarão a nossa parca segurança.
As deficiências em capital humano também atingem ao ITEP e ao Sistema Penitenciário, e isso já foi diagnosticado e discutido desde há mais de 4 anos, mas continua sendo postergado e tratado com soluções meramente paliativas. As políticas sociais que reduziriam a desigualdade social no estado, com educação plena, com soluções sociais que perpassam pela agregação de forças com igrejas, ONGs, secretarias de desporto, cultura, saúde e outras, também não são tratadas como estratégias de segurança pública, e o Estado do RN, reativo e tardio em agir, impulsiona seus profissionais de segurança e a sociedade potiguar para uma suscetibilidade cada vez maior.
Chegamos a 1.121 vidas perdidas por condutas violentas letais intencionais (CVLIs) em 2017 no Rio Grande do Norte... 234 vidas perdidas a mais que no mesmo período em 2016, um aumento acumulado de 26,4% e 31,91 vítimas por grupo de 100 mil habitantes... esses números não precisam de nenhum argumento adicional.
E o Estado que continua ausente em diversas instâncias, se mostra ineficaz para gerir e gerar a paz que todos queremos.


Referência: HERMES, Ivenio. A morte de operadores de segurança e a insegurança que atinge a todos. 2017. Disponível em: . Acesso em: 16 jun. 2017.
Citação com autor incluído no texto: Hermes (2017)
Citação com autor não incluído no texto: (HERMES, 2017)

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OBVIO Lança o 11º Boletim Mensal: Mosaico de Faces e Dores.

Há quem busque justificar a escalada crescente de mortes violentas no Rio Grande do Norte relacionando-as ao tráfico de drogas e outros crimes. De fato, é muito fácil que num estado onde a resolutividade na investigação de homicídios é menor que 10%, a vítima seja culpada pela própria morte, e pior, seus familiares que ficam vivos, tenham que arcar com a dor da perda ampliada, desse modo, pela dor de uma culpa que não lhes pertence.
Não podemos ser partidários de políticas transfiram a culpa de um executivo tardio em agir para a própria população a quem deveria garantir o direito constitucional à segurança. A paz que tanto queremos começa na atitude de cada gestor de assumir a própria incapacidade de agir, e talvez assim, ser humilde o suficiente para buscar congregar esforços direcionados para gerir estratégias que se efetivem em soluções a médio e longo prazo, afinal, faltam apenas 19 meses para a conclusão da atual gestão estadual.   Vivemos uma realidade dura, mas não deixemos que as paixões institucionais, as políticas partidárias, as críticas pela crítica, o revanchismo ou qualquer sentimento menos nobre norteie a capacidade que todos temos de contribuir para uma mudança nesse quadro atual.  Os rostos de 1.030 vítimas podem ser esquecidos facilmente pelas estatísticas frias, mas os parentes e amigos dessas vítimas não têm paz e sofrem ao pensar em suas perdas. Nada justifica uma vida ceifada, nada justifica o mosaico de dor e morte que cada face vai formando no mapa da violência do Rio Grande do Norte. Clique aqui para acessar a publicação na íntegra http://bit.ly/ObvMai17

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Semana Santa teve 28 homicídios, aponta OBVIO/RN

O OBVIO - Observatório da Violência Letal Intencional do RN, apresenta uma nova atualização de CVLIs, no período compreendido entre 1 de janeiro a 16 de abril de 2017 comparado ao mesmo período dos anos de 2015 e 2016.

O RN contabiliza mais um fim de semana violento. No cômputo geral, até o fim da noite de ontem (16/04/2017) foram 726 CVLIs no RN. Os dados apontam para um aumento de 32,24% em relação a 2016. Os dados absolutos demonstram 177 mortes violentas a mais que no ano passado no mesmo período. Em 2016, até o mesmo período, foram 549 CVLIs, contra 493 em 2015.

No comparativo em relação às Semanas Santas dos anos anteriores, a de 2017 é ligeiramente menor que a de 2016, com queda de -3,14% (um CVLI a menos, que por sinal, não pôde ser confirmado por este Observatório). Na variação geral, a Quinta-feira foi a mais violenta do período comparado, enquanto a Sexta-feira foi a menos violenta. 


Nos locais onde ocorreram os CVLIS neste último final de semana, tivemos: 15 em vias públicas (53,57%); 6 em hospitais e prontos socorros (21,43%); 2 dentro de residências e também 2 em terrenos baldios (7,14% cada). Tiveram uma ocorrência cada: dentro de veículos; bares e festas; e praias e orla (3,57% cada um).



A dinâmica da violência elenca fatores que têm levado a concentração de CVLI no Leste Potiguar já foram amplamente divulgados por este Observatório em diversos relatórios, que desta feita foi responsável por 53,57% dos homicídios do final de semana (15 do total), seguida pelo Oeste Potiguar com 9 ocorrências (32,14% do total). A região Agreste Potiguar e a região Central Potiguar tiveram 2 CVLI cada (7,14% cada uma).

Natal liderou a violência homicida nesse final de semana, seguindo no topo com 8 CVLIs (28,57%), seguido de Assu, Ceará-Mirim, Macaíba, Areia Branca e Mossoró com 2 cada uma (7,14% cada).  Municípios que registraram 1 CVLI (3,57% cada um) cada foram: Extremoz, Jardim de Piranhas, Lucrécia, Maxaranguape, Pau dos Ferros, Pedro Avelino, Porto do Mangue, São Gonçalo do Amarante, Lagoa D'Anta e São Paulo do Potengi.



Houve praticamente a mesma incidência em quase todos dos dias. Os dias mais violentos foram, respectivamente, Sábado com 8 ocorrências (28,57%), seguido da Quinta-Feira e Domingo, com 7 ocorrências cada (25% do total cada). A Sexta-feira teve 6 CVLIs (21,43%).


Quanto aos instrumentos letais utilizados para a execução dos CVLIs, o uso de arma de fogo mantêm a predominância com 85,71% dos casos (24 do total), Também houveram 03 mortes violentas com uso de arma branca (10,71% do total) e um CVLI através do uso de objeto contundente (3,57%).


Quanto aos horários em que ocorreram os CVLIs neste FDS, o horário da noite foi novamente o de maior ocorrências, com 14 CVLIs (50% do total), seguido da madrugada com 6 CVLIs (21,43%). A tarde e a manhã tiveram 4 CVLIs em cada horário (14,29% cada).



Reiteramos que o OBVIO Utiliza a sigla CVLI para as Condutas Violentas Letais Intencionais que reúnem todo espectro da ação humana que visa a atingir fisicamente a outro, produzindo morte como resultado final imediato ou posterior em decorrência da natureza do ferimento causado, em virtude de ação e/ou omissão. O conceito que adotam se adapta à legislação sem prejulgar ninguém, muito menos causar prejuízo na aferição dos números da violência letal intencional, sendo incluídos todos os crimes e condutas análogas que tenham sido cometidas sob esse entendimento. 

OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA LETAL INTENCIONAL DO RN




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OBVIO Especial 03: Mortes Matadas de Mulheres no RN

Mais uma edição especial do Boletim OBVIO será publicada nesta sexta-feira apresentando o estudo sobre Morte Matadas de Mulheres no RN. Além disso, o boletim trará textos exclusivos escritos por mulheres do Rio Grande do Norte abordando sugestões de boas práticas na defesa da mulheres, prosa poética, aspectos sociais e jurídicos da violência contra as mulheres. Um trabalho para nutrir conhecimentos geradores de soluções em segurança pública.

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RN tem Fim de Semana mais violento de 2017, aponta OBVIO

O OBVIO - Observatório da Violência Letal Intencional do RN, apresenta uma nova atualização de CVLIs, no período compreendido entre 1 de janeiro a 09 de abril de 2017 comparado ao mesmo período dos anos de 2015 e 2016.


O RN contabiliza mais um fim de semana violento. No cômputo geral, até o fim da noite de ontem (09/04/2017) foram 676 CVLIs no RN. Os dados apontam para um aumento de 30,50% em relação a 2016. Os dados absolutos demonstram 158 mortes violentas a mais que no ano passado no mesmo período. Em 2016, até o mesmo período, foram 518 CVLIs, contra 459 em 2015.



Nos locais onde ocorreram os CVLIS neste último final de semana, tivemos: 8 em vias públicas (27%) e também 8 dentro de residências (27%);  3 frente a residências (10%) e 3 no interior de edificações (10%); 2 am cada local indicado (6% cada), hospitais e prontos socorros;  dentro de veículos; bares e festas e margens de rodovias estradas.

A dinâmica da violência elenca fatores que têm levado a concentração de CVLI no Leste Potiguar já foram amplamente divulgados por este Observatório em diversos relatórios, que desta feita foi responsável por 63% dos homicídios do final de semana (19 do total), seguida pelo Oeste Potiguar com 8 ocorrências (27% do total). A região Agreste Potiguar, teve 2 ocorrências (7%) e a região Central Potiguar teve 1 CVLI (3%).

Natal, municípios da Região Metropolitana e Mossoró capitanearam quase que absolutamente a violência homicida nesse final de semana. Natal segue no topo com 12 CVLIs, seguido de Ceará-Mirim com 4, Mossoró com 3 e Baraúna com 2.  Municípios que registraram 1 CVLI cada foram: Apodi, Caícó, Caraúbas, Extremoz, Japi, Macaíba, Martins, Parnamirim e Santa Cruz.
Os dias mais violentos foram, respectivamente, Sexta-feira e Domingo, com 12 ocorrências cada (40%% do total cada), o Sábado teve 6 CVLIs (20%).


Quanto aos instrumentos letais utilizados para a execução dos CVLIs, o uso de arma de fogo mantêm a predominância com 90% dos casos (27 do total), Também houveram 03 mortes violentas com uso de arma branca (10% do total).

Quanto aos horários em que ocorreram os CVLIs neste FDS, o horário da noite foi novamente o de maior ocorrências, com 16 CVLIs, seguido da manhã com 8 CVLIs. A tarde e a madrugada tiveram 3 CVLIs em cada horário.

Reiteramos que o OBVIO Utiliza a sigla CVLI para as Condutas Violentas Letais Intencionais que reúnem todo espectro da ação humana que visa a atingir fisicamente a outro, produzindo morte como resultado final imediato ou posterior em decorrência da natureza do ferimento causado, em virtude de ação e/ou omissão. O conceito que adotam se adapta à legislação sem prejulgar ninguém, muito menos causar prejuízo na aferição dos números da violência letal intencional, sendo incluídos todos os crimes e condutas análogas que tenham sido cometidas sob esse entendimento. 

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OBVIO registra 24 homicídios neste Fim de Semana

O OBVIO - Observatório da Violência Letal Intencional do RN, apresenta uma nova atualização de CVLIs, no período compreendido entre 1 de janeiro a 02 de abril de 2017 comparado ao mesmo período dos anos de 2015 e 2016.

O RN contabiliza mais um fim de semana violento. No cômputo geral, até o fim da noite de ontem (02/04/2017) foram 622 CVLIs no RN. Os dados apontam para um aumento de 28,78% em relação a 2016. Os dados absolutos demonstram 139 mortes violentas a mais que no ano passado no mesmo período. Em 2016, até o mesmo período, foram 483 CVLIs, contra 423 em 2015.


Nos locais onde ocorreram os CVLIS neste último final de semana, tivemos: 11 em vias públicas (46%);  4 hospitais e prontos socorros (17%); 2 em terrenos baldios, 2 dentro de residências e 2 dentro de veículos (8% em cada); uma ocorrência em (cada) bares e festas, equipamentos públicos e estradas carroçáveis (4% cada).


A dinâmica da violência elenca fatores que têm levado a concentração de CVLI no Leste Potiguar já foram amplamente divulgados por este Observatório em diversos relatórios, que desta feita foi responsável por 42% dos homicídios do final de semana (10 do total), seguida pelo Oeste Potiguar com 9 ocorrências (37% do total). A região Agreste Potiguar, teve 4 ocorrências (17%) e a região Central Potiguar teve 1 CVLI (4%), região que há muito não computava nenhum CVLI.


Mossoró, Natal e municípios da Região Metropolitana capitanearam quase que absolutamente a violência homicida nesse final de semana. Mossoró segue no topo com 6 CVLIs, seguido de Natal com 4, São Gonçalo do Amarante com 3 e Vera Cruz com 2 ocorrências.  Municípios que registraram 1 CVLI cada foram: Assú, Baraúna, Canguaretama, Martins, Parnamirim, São Paulo do Potengi, São Vicente e Nova Cruz.


Os dias mais violentos foram, respectivamente, Sábado, com 12 ocorrências (57% do total), seguidos pelo Domingo com 8 CVLIs (24% do total) e pela Sexta-feira com 4 CVLIs (19% do total). 


Quanto aos instrumentos letais utilizados para a execução dos CVLIs, o uso de arma de fogo mantêm a predominância com 92% dos casos (22 do total), Também houveram 02 mortes violentas com uso de arma branca (8% do total).


Quanto aos horários em que ocorreram os CVLIs neste FDS, o horário da noite foi novamente o de maior ocorrências, com 12 CVLIs, seguido da madrugada com 6 CVLIs, da tarde com 5CVLIs e da manhã com 1 CVLI.


Reiteramos que o OBVIO Utiliza a sigla CVLI para as Condutas Violentas Letais Intencionais que reúnem todo espectro da ação humana que visa a atingir fisicamente a outro, produzindo morte como resultado final imediato ou posterior em decorrência da natureza do ferimento causado, em virtude de ação e/ou omissão. O conceito que adotam se adapta à legislação sem prejulgar ninguém, muito menos causar prejuízo na aferição dos números da violência letal intencional, sendo incluídos todos os crimes e condutas análogas que tenham sido cometidas sob esse entendimento. 


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65 policiais e agentes de segurança do RN morreram de 2012 até hoje, aponta OBVIO

O OBVIO - Observatório da Violência Letal Intencional do RN, apresenta um relatório parcial de CVLIs, no período compreendido entre 1 de janeiro a 19 de março de 2017 comparado ao mesmo período dos anos de 2015 e 2016, no que se referem aos agentes de segurança pública (policiais e afins) vitimados no Rio Grande do Norte.


O RN contabiliza, no período de 2012 até este início de 2017, o total de 65 agentes de segurança pública mortos violentamente. 49% do total, 32 vítimas, estavam fora de serviço e foram mortos ao reagirem a alguma ação de violência, estando, porém, enquanto cidadãos. 43% deles, 28 no total, foram vitimados fora de serviço devido à função (estavam executando função de segurança ou similar, mas não oficialmente como agente legal). Apenas 8% do total, 5 das vítimas, estavam em serviço enquanto operadores de segurança pública.
Obviamente, no que tange aos que estavam fora de serviço, ou mesmo aos que reagiram enquanto estavam "à paisana", estes podem ter sido vitimados (as investigações no total prosseguem e algumas apontam também para esta causa) por "serem policiais" ou "agentes de segurança pública", o que indiretamente se liga às suas profissões e aos riscos delas decorrentes.
Ao mesmo tempo, importa mostrar que, em serviço, o agente é extremamente menos vitimado e, consideravelmente, mais protegido.


O período de maior mortandade varia conforme o tipo de execução/vitimização. Por exemplo, o ano de 2012 houveram a maioria das mortes de agentes em serviço (3), assim como o maior número de mortes de agentes fora de serviço devido á função (13). Depois disso, 2013 aparece com 7 vítimas deste último tipo, caindo mais ainda até 2017, que num período curo, passou a ter 5 CVLIs de agentes de segurança.
Quando se trata das vítimas que estavam fora de serviço e reagiram aos eventos (ou foram executados simplesmente), o ano mais cruento foi 2015 (com 9 CVLIs), com 2014 e 2016 com 6 cada, e ocorrendo dois, até o presente em 2017.


A principal vítima em termos de números absolutos são os PM's (Policiais Militares): representam 47 do total das vítimas. 72,3% do total, ou seja, quase dois terços de todos os agentes de segurança vitimizados no período supracitado. Seguidos pelos Policiais Civis que representam 8 do total no período (12,3%), depois pelos agentes prisionais, 5, guardas civis e de trânsito, também com 5 (7,7% cada).


Importa apontar que, durante este ano corrente de 2017, até o dia 19/03, 9 agentes já foram vitimados, com uma intercorrência cuja dinâmica ainda não tem como ser desvendada, mas que se liga não apenas aos riscos da atividade, mas também à atuação no combate à criminalidade, assim como a aspectos de sua desestruturação. O fato de parte significativa dos agentes estarem sendo vitimados em espaços fora do âmbito de seu labor e, consequentemente, muitas vezes em atividade "extra-remuneratória", aponta para a necessidade de se pensar a valorização profissional dessas categorias e, obviamente, sua própria segurança.


OBVIO - OBSERVATÓRIO DA VIOLÊNCIA LETAL INTENCIONAL DO RN

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